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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mais uma das misturadas...

Neste post quero chamar a atenção para mais uma das "misturadas" que os nossos músicos vêm fazendo de uns tempos pra cá. Vale ressaltar que isso enriquece muito a música e a torna ainda mais cheia de detalhes que merecem ser ouvidos.
O vídeo que postarei demonstra justamente isto. Nele, encontramos o guitarrista e o vocalista do Led Zeppelin, Jimmy Page e Robert Plant respectivamente, em uma espécie de flerte com o mundo árabe. Page e Plant são ingleses e integrantes de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, e que dentro do estilo já se diferenciava de outras bandas pela presença de flautas, bandolins, entre outros instrumentos não muito utilizados no estilo, além da influência de folk, música oriental e blues.
Depois da morte do baterista John Bonham, no ano de 1980, o Led Zeppelin acabou, mas muitas reuniões entre os músicos da banda ocorreram. Um delas, justamente a que se refere o vídeo, foi em 1994, em um Unplugged da MTV, que mais tarde teria um álbum ao vivo refente à estas apresentações chamado de No Quarter: Jimmy Page and Robert Plant Unledded, que foi gravado no Marrocos, País de Gales e Londres.
No vídeo abaixo, encontramos esta fusão do rock com a música árabe, estilo que influenciou muito os dois músicos britânicos:


Ps: Por que eu usei o termo misturada? Isto devido a uma música de uma banda chamada MegaRex, que fala de diversas misturas, principalmente entre as diversas nacionalidades xD. Vou postar o único link que achei apesar da qualidade não estar das melhores.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Hard/Glam Rock e a quebra dos padrões de vestimenta dos "homens de verdade"

Primeiramente queria pedir desculpas por não estar conseguindo postar na frequência que eu mesmo gostaria, mas a correria com trabalhos e provas acabaram pesando estas semanas aí.
Bom, andei pensando nas aulas que tivemos a respeito das orientações sexuais, das diferenças entre sexo e sexualidade, da pluralidade sexual presente na sociedade contemporânea e decidi fazer um post com um certo enfoque neste tema.
Já vou justificar que ficarei mais centrado no rock/metal, pois é o estilo que possuo mais conhecimento e isto facilitaria em grande parte a postagem.
Para começar a mostrar esta quebra de paradigma, utilizarei um grande clássico: David Bowie. No fim da década de 60 e início da década de 70, Bowie, que já possuía uma aparência um tanto quanto andrógina, adota os cabelos compridos, vestidos e maquiagem, o que gerou diversos tipos de reações, de risadas a uma certa estranheza. É neste período da carreira de Bowie, que a música postada se insere. Podemos perceber visualmente o quanto "fora do padrão" isto era para a época, sendo Bowie uns dos primeiros representantes do estilo considerado glam rock ou glamour rock. Abaixo podemos conferir Ziggy Stardust, uma das músicas mais famosas do artista, que recentemente até foi inserida no game Guitar Hero, em que a experiência de rock star é simulada:

Nesta mesma época, notamos a presença de duas bandas, mais pesadas que o som proposto por David Bowie, mas que também desafiavam a "aparência que um homem deve ter": Twisted Sister e Kiss. Estas bandas, consideradas já como hard rock, ou também chamadas glam metal, foram muito influentes para diversas outras bandas que viriam a fazer bastante sucesso, assim como as duas citadas.
O Twisted Sister, fundada em 1972 em Nova York, utilizava uma maquiagem feminina completamente escrachada. Cabelos compridos (Tradicional das bandas de hard rock), maquiagem pesada, com direito a batons, sombras e afins, botas de salto alto e roupas que a Lady Gaga utiliza em 2011, só que na década de 70. O Kiss, fundado apenas um ano mais tarde, porém na mesma cidade, também compartilhava de toda esta parafernália, porém ainda utilizava de todo um efeito visual em seus shows, com direito a pirotecnia, vômitos de sangue (falso!) realizado pelo baixista Gene Simmons entre outros. Se todo este choque causado por David Bowie já era grande, estas duas bandas deixaram a sociedade ainda mais boquiaberta.
Twisted Sister:

Kiss:

No fim da década de 70 e década de 80, diversas outras bandas foram influenciadas por esta "falta de macheza", a grande maioria delas não era tão over como Kiss e Twisted Sister, mas a maquiagem feminina, os cabelos que lembram poodles, calças apertadas e de couro (que eram alguns número menores do que os que eram para ser), além dos sapatos de salto alto ainda estavam muito presentes e já não se concentravam apenas nos EUA, apesar da grande maioria das bandas ser proveniente deste país.
O Hanoi Rocks, fundada em 1979 na Finlândia, considerado um dos pioneiros do Glam Metal da forma como ele se desenvolveu posteriormente é um exemplo disto. O período em que a banda fez mais sucesso foi justamente na década de 80, auge do estilo, porém em 1985 encerrou as atividades. Em 2002, a banda retorna aos palcos, onde ficaria até 2009, quando terminaria novamente.

O Cinderella, uma das mais famosas do estilo, já faz parte das bandas que começaram na década de 80, junto de Poison, Skid Row entre outros. O Cinderella iniciou-se em 1982, em Filadélfia, EUA, e esta na ativa até os dias de hoje.

O Poison, sempre adepto do gloss e lápis no olho, também, está ativo, mesmo depois de 28 anos de estrada, apesar de diversas idas e vindas de integrantes, que fazem parte de grande parte das bandas que possuem uma kilometragem desta.

Outra banda de grande renome do estilo é o Skid Row, que surgiu em 1986 em New Jersey, EUA, mesmo local onde o Bon Jovi também se formou, sendo o guitarrista do Skid Row, Dave Sabo amigo de Jon Bon Jovi. O Skid Row aproveitou muito pouco a fama desta modalidade do Hard Rock, que seria substituído na mídia em massa pelo grunge de Seattle. Apesar do pouco tempo sob os holofotes da grande mídia, o Skid Row conseguiu emplacar grandes sucessos, como I Remember You, 18 and Life e Youth Gone Wild. A banda encerrou as atividades em 1996, mas retornou em 1999, seguindo até a atualidade. Porém, antes mesmo do término em 1996, a banda começava a se afastar do Hard Rock e das chapinhas e calças coladas, possuindo um som muito distante do que o consagrou.

Aqui foi só uma amostra da enormidade de bandas que podemos encontrar que utilizam este visual meio "mulherzinha", mas que, por mais controverso que isso seja, era utilizado justamente para conseguirem as garotas.
Temos ainda inúmeras bandas, tanto dentro, quanto fora do estilo, que não se prendem aos estereótipos sexuais e de sexualidade, mas que não serão abordadas aqui, por que eu ficaria anos escrevendo este post e vocês lendo hehehe. Qualquer sugestão, envie um comment xD.
Abraços,
Marcus

PS: Quero ver se agora atualizo com mais frequência

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Outra mistura interessante

O metal (uma das ramificações mais pesadas do rock tradicional) também é um estilo musical com bastante diversidade nas suas composições. Principalmente ao tratarmos de bandas brasileiras.
O Angra é um exemplo disto. Desde seu primeiro álbum, a banda sempre fez questão de mesclar ao heavy metal diversos outros estilos em suas composições como música erudita, indígena, brasileira, flamenco, etc.
Outra banda nacional dentro do cenário, mas com uma "pegada" um pouco diferente é o Tuatha de Danann. O gênero chamado de folk metal, utiliza-se de flautas, bandolins e forte influência da música celta.
Fechando este post, temos o Sepultura, tradicionalíssima banda de trash metal, conhecida internacionalmente (assim como o Angra). Que se apropria também de diversas influências não-ortodoxas do metal, a música postada é um exemplo disto, com uma introdução à lá África e que em diversos momentos se demonstra presente.

Angra:

Tuatha de Danann:

Sepultura:

terça-feira, 14 de junho de 2011

Procurando pela net...

Estava eu procurando pelos tortuosos caminhos da internet algo a respeito da cultura da Região Sul do Brasil, e devido ao tema do nosso trabalho ser relacionados às culturas musicais, encontrei um link a respeito no wikipedia, que como sabemos não deve ser usado como fonte acadêmica, porém o artigo me deu algumas dicas do que ouvir proveniente desta região, selecionei alguns aqui que achei legal, vale a pena conferir.
Seguem os links:

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ensino de música será obrigatório

(Texto publicado em 25/08/2008)


Todas as escolas públicas e particulares do Brasil terão de acrescentar, no prazo de três anos, mais uma disciplina na grade curricular obrigatória. A Lei nº 11.769, publicada no Diário Oficial da União no dia 19, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) — nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 — e torna obrigatório o ensino de música no ensino fundamental e médio. A música é conteúdo optativo na rede de ensino, a cargo do planejamento pedagógico das secretarias estaduais e municipais de educação. No ensino geral de artes, a escola pode oferecer artes visuais, música, teatro e dança.


Com a alteração da LDB, a música passa a ser o único conteúdo obrigatório, mas não exclusivo. Ou seja, o planejamento pedagógico deve contemplar as demais áreas artísticas. Até 2011, uma nova política definirá em quais séries da educação básica a música será incluída e em que freqüência.


“A lei não torna obrigatório o ensino em todos os anos, e é isso que será articulado com os sistemas de ensino estaduais e municipais”, explica Helena de Freitas, coordenadora-geral de Programas de Apoio à Formação e Capacitação Docente de Educação Básica no Ministério da Educação. “O objetivo não é formar músicos, mas oferecer uma formação integral para as crianças e a juventude. O ideal é articular a música com as outras dimensões da formação artística e estética.”


O MEC recomenda que, além das noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons de intrumentos de orquestra, os alunos aprendam cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos para, assim, conhecer a diversidade cultural do Brasil.


O desafio que surge com a nova lei é a formação de professores. Segundo os dados mais recentes do Censo da Educação Superior, de 2006, o Brasil tem 42 cursos de licenciatura em música, que oferecem 1.641 vagas. Em 2006, 327 alunos formaram-se em música no Brasil.


História — O ensino de música nas escolas brasileiras iniciou-se no século 19. A aprendizagem era baseada nos elementos técnico-musicais e realizada, por exemplo, por meio do solfejo. No fim da década de 1930, no entanto, Antônio Sá Pereira e Liddy Chiaffarelli Mignone buscaram inovações. Sá Pereira defendia a aprendizagem pela própria experiência com a música; Chiaffarelli propunha jogos musicais e corporais e o uso de instrumentos de percussão.


Naquela época, Heitor Villa-Lobos (1887-1959) ganhava destaque. Em 1927, três anos depois de conviver com o meio artístico parisiense, ele voltou ao país e apresentou, em São Paulo, um plano de educação musical. Em 1931, o maestro organizou uma concentração orfeônica chamada Exortação Cívica, com 12 mil vozes. Após dois anos, assumiu a direção da Superintendência de Educação Musical e Artística, quando a maioria de suas composições se voltou para a educação musical. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas tornou obrigatório o ensino de canto nas escolas e criou o curso de pedagogia de música e canto.


Em 1960, projeto de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro para a Universidade de Brasília (UnB) deu novo impulso ao ensino da música, com a valorização da experimentação. A idéia era preservar “a inocência criativa das crianças.” Duas décadas depois, a criação da Associação Brasileira de Educação Musical e da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (Abrace) contribuiu para a formação de professores no ensino das linguagens artísticas em várias universidades. No ensino de música, a experiência direta e a criação são enfatizadas no processo pedagógico.


Na década de 1990, o ensino de artes passou a contemplar as diferenças de raça, etnia, religião, classe social, gênero, opções sexuais e o olhar mais sistemático sobre outras culturas. O ensino passou a ter valores estéticos mais democráticos.


Atualmente, a aprendizagem musical deve fazer sentido para o aluno. O ensino deve se dar a partir do contexto musical e da região na qual a escola está situada, não a partir de estruturas isoladas. Assim, busca-se compreender o motivo da criação e do consumo das diferentes expressões musicais.


Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?id=11100&option=com_content&task=view



PS: Achei o tema bem interessante, pois o prazo de três anos se encerra agora em 2011 e não tenho visto muita discussão a respeito da implantação desta nova lei.